Relatório de Sustentabilidade

Como Criar Um Relatório GRI de Sustentabilidade. O Checklist Definitivo.

em
26/02/2019
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Todos os anos, cresce o número de empresas que publicam relatórios de sustentabilidade utilizando os padrões da Global Reporting Initiative (GRI), uma organização sem fins lucrativos, sediada em Amsterdã, orientada a ajudar empresas, governos e outras entidades a medirem e comunicarem os seus indicadores de sustentabilidade.

Para dar uma ideia, de 1999 para cá (enquanto escrevia este artigo), 13.351 organizações haviam publicado relatórios de sustentabilidade no site da GRI.

Segundo o KPMG Internacional Survey of Corporate Responsability Reporting (2015), em cada 10 organizações que relatam sustentabilidade, 6 utilizam os padrões GRI.

A seguir, você vai conhecer as Normas GRI e descobrir como elas podem orientar a criação de relatórios de sustentabilidade, agregando credibilidade e transparência.

Antes de Tudo, Defina a Materialidade (Mas o Que é Isso?)

Através dos relatórios de sustentabilidade as organizações prestam contas às suas partes interessadas (stakeholders) sobre os impactos econômicos, sociais e ambientais que geram ou que estão diretamente ligados às suas relações comerciais.

Então, antes de começar a relatar, as organizações devem priorizar os impactos mais relevantes e focar neles, ou seja, precisam definir a sua materialidade. Mas não se preocupe. Nas próximas linhas você irá aprender a fazer isso e verá que não é um bicho de 7 cabeças. Continue lendo…

Suponha que a nuvem de temas na imagem abaixo reflita questões econômicas e socioambientais relevantes a uma hipotética fábrica de alimentos.

Nuvem de Temas Socioambientais (Modelo)
Nuvem de Temas

Algumas maneiras interessantes para levantar os temas socioambientais relacionados ao negócio são:

  • Realizando Pesquisas Dirigidas aos Stakeholders:
    Através de pesquisas Focus group (ou discussão de grupo), por exemplo. Neste tipo de pesquisa um moderador sonda as opiniões e as reações em um grupo de cerca de 10 pessoas sobre determinados temas, produtos ou serviços;
  • Fazendo Benchmarking:
    Pesquisando a materialidade dos principais concorrentes, através dos seus relatórios de sustentabilidade (ao final deste artigo você terá total condições para fazer isso, eu prometo);
  • Analisando a Mídia:
    Para compreender como a imprensa elogia ou critica a empresa e o setor do qual ela faz parte;
  • Recorrendo às Redes Sociais:
    Participando de grupos e fóruns online sobre temas relacionados ao seu setor.

Porém, é bastante comum que surjam mais temas do que uma empresa seja capaz de gerir com eficiência, por isso ainda será necessário priorizar, e uma maneira de fazer isto é utilizando uma matriz de materialidade.

# Matriz de Materialidade.

Com uma matriz de materialidade é possível definir a importância de um tema em relação a outro, considerando dois aspectos importantes:

  • A influência que o tema exerce sobre a avaliação e decisões das partes interessadas (stakeholders);
  • A significância dos impactos econômicos, ambientais e sociais para a própria empresa.
Matriz de Materialidade (Modelo)
Matriz de Materialidade

Sobre a influência que os temas exercem na avaliação e decisões das partes interessadas (stakeholders), um caminho é solicitar a elas atribuam pontos para determinar o nível de importância de cada deles.

Feito isso, a pontuação deverá ser inserida no eixo “y” da matriz.

Com relação à significância dos temas para a empresa, deve-se considerar dois aspectos estratégicos relacionados a eles: os riscos e as oportunidades que representam para que a empresa alcance os seus resultados e perpetue os seus negócios.

  • Riscos:
    Questões como segurança e dignidade do trabalhador, proteção do meio ambiente, mídia negativa, corrupção, segurança alimentar, prevenção de desastres, entre outras.
  • Oportunidades:
    Diz respeito a alavancagem de valores para o negócio, como: aumentar a margem de lucro, melhorar a avaliação do negócio, aumentar o valor da marca, entre outros valores tangíveis e intangíveis.

Então, com olhos no binômio risco/oportunidade, a empresa também deverá atribuir pontos aos temas e levá-los ao eixo “x” da matriz.

Com a matriz de materialidade preenchida, a nossa fábrica de alimentos já terá condições para identificar os temas que exercem maior influência na avaliação e decisões de seus stakeholders e com impactos econômicos, ambientais e sociais mais significativos para o negócio.

Logo, se aplicada uma linha de corte para definir, por exemplo, os 3 temas mais importantes da matriz (veja na imagem acima), a materialidade da nossa empresa imaginária será:

  • Água;
  • Resíduos Pós-consumo;
  • Nutrição e Saúde.

Então, estes serão os temas focais para as estratégias de sustentabilidade corporativa da nossa fábrica de alimentos e que irão balizar a criação dos seus relatórios GRI.

Logo, materialidade é o conjunto de temas econômicos e socioambientais mais significativos para a empresa, levando em conta a avaliação de suas partes interessadas e a relevância dos temas para o negócio em si. Simples, não é mesmo?

Já estamos nos aproximando da estrutura dos relatórios GRI, mas, antes, deixa eu te perguntar: você realmente sabe de que forma a prática de relato pode agregar valor para as empresas?

Confira a seguir se estamos alinhados quanto a isto. Mas vou dar duas pistas: alavancagem de valor e atração de investimentos.

Relatórios de Sustentabilidade e Alavancagem de Valor.

Relatórios de sustentabilidade devem comunicar os progressos econômicos, ambientais e sociais de uma empresa mas, também, retrocessos ou estagnação em relação aos objetivos estabelecidos para a sustentabilidade, pois assim será possível:

  • Gerar credibilidade e conquistar a confiança das partes interessadas, cada vez mais atentas àquilo o que a empresa diz fazer e o que faz de fato;
  • Criar um movimento de melhoria contínua para o negócio.

O fato é que os relatórios de sustentabilidade devem apoiar os stakeholders da empresa relatora a tomarem decisões bem embasadas por suas informações e de maneira confiável. Logo, sem transparência isso não será possível, não é mesmo?

Então, tomadas estas precauções e garantida a sua confiabilidade, os relatórios de sustentabilidade poderão trazer alguns benefícios internos e externos para as empresas relatoras:

# Os Benefícios Internos:

Referem-se à evolução da gestão estratégica da organização, na sua capacidade de relacionar ações sustentáveis ao ganho de competitividade. Os benefícios internos são:

  • Visão estratégica;
  • Evolução do seu sistema de gestão;
  • Maior compreensão de suas forças e fraquezas;
  • Motivação de seus empregados.

# Os Benefícios Externos:

São ativos importantes de diferenciação da marca e estão relacionados a percepção dos stakeholders sobre o negócio. Os benefícios externos são:

  • Reputação e confiança;
  • Atração de capital;
  • Maior engajamento das partes interessadas.

E aqui uma dica: através de ações direcionadas de comunicação e marketing é possível potencializar estes benefícios.

Após publicados, os relatórios podem ser divulgados através de um mix de comunicação diversificado, em meios impressos, eletrônicos e digitais, tais como:

  • Redes sociais;
  • Canais de comunicação interna;
  • Mecanismos de busca online;
  • Estratégias de Inbound Marketing;
  • Assessoria de Imprensa;
  • Eventos e outros pontos de contato com a marca.

A Natura, por exemplo, entre outras mídias, utiliza o Facebook para disseminar posts que reforçam o foco da empresa em embalagens que geram menos impacto sobre meio ambiente, comunicando a gestão de sua materialidade de maneira atraente.

post da natura no facebook
Post da Natura no Facebook.

Relatos de Sustentabilidade na Mira de Analistas Financeiros e Investidores.

Segundo a pesquisa What Do Investors Expect From Non-financial Reporting, realizada em junho de 2013 pela Association of Chartered Certified Accountants (ACCA) e a European Sustainable Investment Forum (Eurosif), com 94 analistas financeiros em 18 países: 89% dos respondentes consideraram os relatórios de sustentabilidade como fontes de informações essenciais para a tomada de decisões; 67% disseram sempre fazerem uso de informações não financeiras.

Além disso, os relatos de sustentabilidade entraram no radar de um novo perfil de investidores, liderados pela chamada Geração Y (pessoas nascidas entre os anos 80 e 2000).

Estes investidores buscam cada vez mais negócios capazes de gerar não apenas retornos financeiros mas impactos sociais e ambientais positivos.

E não é por menos, já que empresas que integram a sustentabilidade corporativa às suas operações costumam demonstrar maior capacidade para controlar ou eliminar riscos ambientais, implantar políticas anticorrupção, crescer com ecoeficiência, inovar, entre outras ações capazes de aumentar a sua performance de mercado e torná-las menos vulneráveis a crises institucionais.

Veja as empresas listadas no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), há anos suas ações seguem com rentabilidade superior às ações do índice Ibovespa.

Gráfico comparativo ISE x IBOVESPA
Fonte: site B3 em 15/01/2019.

Seguindo os passos do Down Jones Sustainability Index (DJSI), o primeiro índice de sustentabilidade para uma bolsa de valores, o ISE foi lançado em 2005 pela BM&BOVESPA com o objetivo de desenvolver um mercado mais sustentável e socialmente responsável, listando apenas empresas capazes de comprovar práticas de sustentabilidade corporativa consistentes.

GRI Standards (Antes de Começar).

A seguir, eu preparei um checklist que vai ajudá-lo a entender a estrutura das normas GRI, mas, antes, uma dica: a Global Reporting Initiative realiza certificação GRI Standards através de cursos de capacitação realizados por parceiros certificados.

Para começar, é importante estar familiarizado com alguns termos recorrentes das normas GRI, assim você evitará interpretações incorretas e erros grosseiros na hora de fazer o seu relato – o que é bastante comum. Então, vamos focar em 6 termos essenciais:

  1. Requerimentos (Requirements):
    São instruções mandatórias, conteúdos que a empresa deve (shall) fornecer;
  2. Recomendações (Recommendations):
    Não são instruções mandatórias, mas a GRI encoraja o que a organização deveria (should) relatar;
  3. Orientações (Guidance):
    Não são instruções mandatórias mas ajudam as empresas relatoras a aplicar os requerimentos;
  4. Itens de Divulgação (Disclosures):
    São as informações específicas das normas que deverão ser reportadas. Os Itens de Divulgação aparecem sempre dentro de uma caixa de texto e possuem título e um número único derivado da norma, por exemplo: a norma GRI 402 (Labor/ Management Relations) possui apenas o Item de Divulgação 402-1 (Minimum Notices Periods Regarding Operacional Changes).
  5. Partes Interessadas (Stakeholders):
    As Partes Interessadas são pessoas ou entidades que podem ser afetadas pelas atividades da empresa e que, no sentido inverso, também podem afetar a capacidade da empresa para alcançar os seus resultados. Exemplos: fornecedores, clientes, acionistas, ONGs, comunidades locais, colaboradores, entre outros.
  6. Impacto:
    Impacto é o efeito positivo ou negativo que a atividade de uma empresa pode ocasionar sobre a economia, o meio ambiente ou a sociedade.

O passo seguinte é entender como as normas estão estruturadas para guiar a criação de relatórios. Continue focado…

Como Fazer um Relatório GRI: A Estrutura das Normas.

Estrutura do GRI Standards - Visão Geral

As normas estão dispostas em estruturas modulares inter-relacionadas e organizadas em 2 grupos: os Padrões Universais (Universal Standards) e os Padrões de Tópicos Específicos (Topic-specifc Standards).

# Padrões Universais (Universal Standards):

São necessários a todos os relatórios declarados de acordo com as Normas GRI. Os Padrões Universais estão organizados em 3 partes:

  • GRI 101 – Fundamentos (Foundation);
  • GRI 102 – Divulgações Gerais (General Disclosures);
  • GRI 103 – Abordagem de Gestão (Management Approach).

# Padrões de Tópicos Específicos (Topic-specific Standards):

Trazem diretrizes relacionadas aos temas materiais da empresa relatora. Os Padrões de Tópicos Específicos estão organizados em 3 séries:

  • Série 200 – Tópicos Econômicos;
  • Série 300 – Tópicos Ambientais;
  • Série 400 – Tópicos Sociais.

Ao todo, as 3 séries trazem 33 tópicos com suas divulgações específicas. As empresas relatoras devem encontrar equivalência entre estes tópicos e os seus temas materiais. Isto será detalhado mais a frente.

Conteúdo GRI

Veja agora como requerimentos, recomendações, orientações e outros conteúdos que orientarão a realização dos relatos estão organizados dentro das normas e como se relacionam entre si.

# GRI-101 – Fundamentos

É o ponto de partida, onde você encontrará todas as orientações sobre o uso das normas. Está subdividido em 3 seções mais os Termos Chave. São elas:

GRI-101 (Seção 1) – Os 10 Princípios Para Relato.

Organizada em 2 partes: os Princípios de Conteúdo e os Princípios de Qualidade.

Princípios de Conteúdo

Orientam sobre quais informações deverão ser incluídas no relatório:

  • Princípio 1 – Inclusão de Stakeholders:
    É preciso comunicar como as partes interessadas (Stakeholders) foram envolvidas no relatório. Lembre-se que elas são essenciais para a definição da materialidade da empresa;
  • Princípio 2 – Contexto da Sustentabilidade:
    A empresa deve demonstrar como seus esforços em sustentabilidade estão relacionados a um contexto mais amplo, ou seja, como os tópicos materiais extrapolam o ambiente da empresa, por exemplo: o controle da emissão de gases de efeito estufa está relacionado a esforços planetários de reversão do aquecimento global.
  • Princípio 3 – Materialidade:
    O relatório deve focar em temas relevantes, considerando o nível de influência desses temas na avaliação e decisão dos stakeholders e a significância dos impactos econômicos, sociais e ambientais para o negócio, conforme falei no início deste artigo.
  • Princípio 4 – Completude:
    O relatório deve abordar todos os tópicos materiais, e seus limites*, com a profundidade necessária para que os stakeholders possam avaliar os impactos econômicos, sociais e ambientais relevantes ao negócio.

*Se a organização “contribuiu com” ou “causou” o impacto, através de suas atividades.

Princípios de Qualidade

Orientam o padrão de qualidade das informações relatadas:

  • Princípio 5 – Exatidão:
    As informações deverão ser precisas e detalhadas para que as partes interessadas possam avaliar de forma pragmática o desempenho da empresa no período relatado.
  • Princípio 6 – Equilíbrio:
    Requer que as informações relatadas evidenciem de forma objetiva os impactos, positivos e negativos, gerados pela empresa relatora. Assim, as partes interessadas poderão avaliar o relatório de forma ponderada e realista.
  • Princípio 7 – Clareza:
    A empresa relatora deve apresentar as informações de maneira clara e compreensível às partes interessadas.
  • Princípio 8 – Comparabilidade:
    As informações deverão ser organizadas para que as partes interessadas possam avaliar o desempenho da empresa ao longo do tempo e para facilitar a análise comparativa entre empresas do mesmo segmento.
  • Princípio 9 – Confiabilidade:
    A empresa relatora deverá evidenciar as informações e os processos que utilizou para elaborar o relatório, com a finalidade de facilitar a sua revisão e determinar a qualidade e materialidade das informações.
  • Princípio 10 – Tempestividade:
    Refere-se à regularidade na publicação dos relatórios, que devem ser disponibilizados em tempo para que as partes interessadas possam tomar decisões bem embasadas.

GRI-101 (Seção 2) – Usando as Normas GRI Para o Relatório de Sustentabilidade.

Explica o processo para a criação de um relatório de sustentabilidade dentro das normas GRI, para que possa estar 100% em conformidade.

GRI-101 (Seção 3) – Fazendo declarações relacionadas ao uso das normas GRI.

Orienta como declarar que o relatório foi produzido de acordo com as Normas GRI.

GRI-101 (Termos Chave).

Onde você encontrará definições para alguns termos técnicos das normas.

# GRI-102 – Divulgações Gerais

Através da Norma GRI-102 é requerida uma visão geral da empresa relatora e suas práticas para a produção de relatórios de sustentabilidade. As informações devem ser organizadas para comunicar:

  • O perfil organizacional da empresa;
  • Sua estratégia;
  • Como aborda ética e integridade;
  • Estrutura de governança;
  • Como realizou o engajamento de stakeholders;
  • Suas práticas de relato.

# GRI-103 – Abordagem de Gestão

Esta norma requer que a empresa demonstre como realiza a gestão dos impactos econômicos, sociais e ambientais ocorridos ou potenciais.

Mais a frente você verá que a divulgação da norma GRI-103 deverá ser feita em conjunto com os Padrões de Tópicos Específicos, nas séries GRI-200, 300 e 400. Veja a seguir…

Padrões de Tópicos Específicos

As séries GRI-200, 300 e 400 devem guiar a divulgação dos temas econômicos, sociais e ambientais mais relevantes para a empresa.

Cada tema material (aqueles definidos através de uma matriz de materialidade) deve ser relacionado a um tópico específico correspondente listado em uma das 3 séries, por exemplo: se a empresa definiu Saúde e Segurança de Colaboradores como um de seus temas materiais, neste caso, o tópico correspondente será o Occupational Health and Safety, em GRI 403.

É aqui que voltamos a falar da norma GRI-103: pois as divulgações específicas sobre o tópico Occupational Health and Safety (na norma GRI-403) deverão ser atendidas juntamente com 3 Itens de Divulgação da Norma GRI-103, são eles:

  • GRI-103-1: Uma explicação sobre o tópico material e seus limites;
  • GRI-103-2: A abordagem de gestão e seus componentes:
  • Políticas;
  • Compromissos;
  • Metas e Objetivos;
  • Responsabilidade;
  • Mecanismos de Queixas;
  • Ações Específicas (Projetos, Programas, etc.)
  • GRI-103-3: Uma avaliação da abordagem de gestão.

Declare o “De Acordo”

Para estar dentro das Normas GRI o seu relatório deverá possuir uma declaração sobre como as normas foram atendidas.

Com base no detalhamento e completude das informações do seu relato, você poderá declarar o “de acordo” às normas de 2 maneiras:

  • Como Relatório Essencial (Core):
    O relato apresenta informações minimamente necessárias para delinear a natureza da empresa, sua materialidade, impactos gerados e a abordagem de gestão dirigida a eles.
  • Como Relatório Abrangente (Comprehensive):
    De forma mais detalhada, traz divulgações adicionais sobre estratégia, governança, ética e integridade. A empresa deverá, também, atender a todas as divulgações específicas dos tópicos materiais (no Relatório Essencial é necessário atender a apenas uma divulgação específica por tópico material).

Em Fundamentos (GRI-101), na tabela I, seção 3, você encontrará as informações sobre como se enquadrar em cada caso.

Além disso, para estar “de acordo” com as normas, seja como relato Essencial ou Abrangente, em ambos os casos o relatório deverá:

  • Estar em conformidade com os 10 Princípios Para Relato;
  • Ter um Índice de Conteúdo GRI para orientar os leitores na identificação de conteúdos e normas. (Veja em GRI-102-55);
  • Abranger todos os tópicos materiais da empresa;
  • Responder a todos os requerimentos dos itens de divulgação.
Índice de Conteúdo GRI - Modelo Natura 2017
Veja que em seu Índice de Conteúdo GRI 2017 a Natura fez referência aos ODS da ONU.

Conclusão:

Uau! Você chegou até aqui e agora conhece o GRI Standards de um jeito bem aprofundado, pode ter certeza.

As duas dicas finais são: não pare por aqui, aproveite para se especializar através de uma escola parceira da Global Reporting Initiative e comece já a ler relatórios publicados nos últimos anos.

Você ficará surpreso com a infinidade de narrativas, diagramações, infográficos e outros recursos capazes de deixar os relatórios de um jeito incrível.

E então, já pensou em liderar a criação de relatórios GRI para empresas globais, comprometidas com os desafios da sustentabilidade?

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